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Retrospectiva 2010 – Danuta e Caê

3 jan

Há dias estou pensando em escrever sobre 2010, fazer minha retrospectiva. Primeiro pensei em escrever sobre diversos fatos que acho interessantes relacionados à tecnologia e mídias sociais. No final das contas muita coisa aconteceu: Mark Zuckerberg foi eleito personalidade do ano pela Time, 14 milhões de brasileiros passaram a ter acesso à internet, os brasileiros atingiram a marca de 3 bilhões de vídeos online assistidos por mês, as eleições tomaram conta da internet, que foi também o segundo maior meio utilizado pelos eleitores para se informar. Enfim, muita coisa importante aconteceu, não só relacionado às redes sociais e a internet, mas também relacionado à política, saúde, etc.

No entanto, foi pensando em todos esses fatos, que resolvi, pela primeira vez, falar sobre algo pessoal em meu blog.  E por que decidi isso? Por que minha vida mudou completamente esse ano que passou, de uma forma não planejada e não esperada e o resultado disso? Estou muito feliz e gostaria de transmitir essa minha felicidade a todos que visitam meu blog.

Vou começar a história pelo começo, que foi há 12 anos. Eu tinha 14 anos e o personagem principal da minha história, Carlos Eduardo Ribeiro Bispo ou Caê, tinha 16 anos. O Mirc, assim como o Facebook de hoje, era um dos canais online mais famoso para conhecer novas pessoas. No Mirc conheci o Caê e como não poderia deixar de ser, nos apaixonamos. Ele morava em Limeira (interior de São Paulo) e eu morava em Brasília. Talvez fosse a distância, talvez aquele não fosse o momento certo. Não sabemos ao certo o que aconteceu, mas depois de algum tempo nos distanciamos. O carinho, a lembrança e aquela sensação boa e inexplicável permaneceram e ficaram durante muitos e muitos anos.

Passaram-se 5 anos desde que nos apaixonamos e em 2003 nos reencontramos. Nos encontramos para nos perdermos, ainda não era o momento. Eu continuava em Brasília, Caê morava em São Paulo, mas a sensação era que ele estava no Japão e eu em Brasília, tamanha a distância que era imposta aos nossos corações, tamanhos eram os obstáculos…

Chegou 2010, Caê completava 8 anos de namoro e eu 7. Parecia que seria um ano tão normal quanto os outros, parecia estar tudo planejado e aparentemente tudo correria bem. Mas 2010 estava predestinado a ser um ano diferente de todos os outros. Logo nos primeiros meses me surpreendi e fui convidada para trabalhar com política, tudo que eu nunca desejei quando me formei em jornalismo. Alguns meses depois minha família foi atingida por uma tragédia: minha avó viria a falecer de um câncer, que afetou não só ela, mas a família toda, que ficou órfã do nosso alicerce. Uma semana após o falecimento da minha avó Caê reapareceu e com ele vários sentimentos que foram fazendo confusão, foram criando disritmia e mudando a vida que parecia ter um rumo certo.

Após alguns meses eu e Caê nos vimos pela primeira vez, primeira vez que nos tocamos e que nossos lábios se completaram. Esse encontro mudou tudo, preencheu os espaços que faltavam, deu sentindo e fez os sentimentos de 12 anos atrás se tornarem reais, criando força e nos envolvendo com sensações nunca antes experimentadas. Dois meses depois eu saia da casa da minha mãe e Caê se mudava de Itu, escolhemos Brasília para habitar, para dar vazão aos nossos sonhos, desejo e amor. No dia 1 de janeiro de 2011 essa mudança completou um mês. Ainda existe muito para contar, muito para experimentar, nos transformamos todos os dias, nos descobrindo e descobrindo como é a vida a dois. Eu vou descobrindo como é lavar, passar, cozinhar e acordo todos os dias ainda mais completa com este amor. Ele vai me ensinando a olhar, a ser mais serena e me dá outra visão do mundo e de tudo. Alguns podem ler e achar que este é apenas um texto de alguém apaixonado, outros podem ler e não acreditar e pode ter uma parte que se inspire para ir atrás dos seus sonhos. Eu e o Caê fomos atrás de um sonho que surgiu há 12 anos e hoje estamos realizando.

Feliz 2011 para todos,

Danuta Ferreira

Cartas de Danuta e Caê, 1998 e 2003

Adolescentes e seus celulares

18 mai

Um recente estudo divulgado pela Pew Internet Research mostrou de que forma os adolescentes americanos estão usando seus celulares. O estudo inclui não só informações sobre o quanto os adolescentes usam seus celulares, mas a forma como estão utilizando, como, por exemplo, para se conectar na internet, acessar sites de redes sociais e enviar mensagens.  Não surpreendetemente, a utilização do celular varia muito de idade para idadade e o sexting parece se tornar um problema cada vez mais crescente.

Acompanhe o gráfico do Blog Flowtown.

*Clique na imagem para uma melhor resolução.


Você faz xixi no banho?

8 dez

Campanha: Faça xixi no banho.

Campanha: Faça xixi no banho.

Você faz xixi no banho? É com essa pergunta inusitada que somos questionados ao entrar no site da nova campanha da Fundação SOS Mata Atlântica. A campanha foi elaborada para a divulgação da quinta edição do evento Viva a Mata, que acontece entre os dias 22 e 24 de maio, em São Paulo.

De acordo com a fundação, “a proposta visa mobilizar as pessoas para a preservação do meio ambiente e mostrar que uma descarga evitada por dia, resulta na economia de 4.380 litros de água potável por ano”.

O site é interativo e mostra de forma divertida que através de uma prática simples podemos contribuir para a preservação do meio ambiente. No site são encontrados links para as principais redes sociais – facebook, orkut, twitter, stumbleupon, delicious, digg – onde podemos ajudar a divulgar a campanha. Faça a sua parte. Divulgue e faça você também xixi no banho.

Big Brothers virtuais

8 dez

Li há duas semanas na Folha Online uma matéria sobre uma garota de 14 anos que foi detida nos EUA acusada de pornografia infantil. A acusação baseou-se no fato dela ter publicado em torno de 30 autorretratos (nova regra ortográfica) no MySpace e pode render à adolescente até 17 anos de prisão.

Em outra matéria do mesmo site, li que três garotas foram detidas pela mesma acusação ao enviarem autorretratos onde apareciam nuas ou parcialmente nuas. Como as fotos foram enviadas pelo celular, elas foram acusadas de praticarem “sexting“. O “sexting” – neologismo feito com a fusão das palavras “sex” (sexo) e “texting” (mensagens SMS ou torpedos) – é a prática que consite na divulgação de fotos eróticas ou sensuais através de celulares. Os garotos que receberam as fotos foram enquadrados por posse de pornografia infantil.

Não concordo com a prática de expor-se dessa maneira em qualquer rede social que seja. Ainda mais a exposição sendo feito por adolescentes que ainda não possuem consciência do que estão fazendo. Mas a verdade é que desde que surgiram as redes sociais, existe o pouco controle das mesmas, o que facilita o surgimento desses perfis. Se você procurar no orkut ou no facebook vai encontrar milhares de perfis de pessoas se expondo com autorretratos onde aparecem nuas ou seminuas. É por isso que também não concordo com a acusação. Afinal, cada um cuida da sua imagem como achar melhor. Além do mais, onde estão os pais dessas meninas? Tudo bem, não vou entrar no mérito da educação.

O que eu me pergunto é: onde o senso de preservação foi parar? Enquanto alguns se incomodam com as câmeras em elevadores que nos pedem para sorrir, outros estão ávidos por uma chance de aparecer. As redes sociais se tornaram Big Brothers virtuais. E existe sempre um Grande Irmão querendo ver tudo. A diferença é que no Big Brother modelos são selecionados e nas redes sociais qualquer pessoa pode se expor da maneira como quiser, o que torna algumas exposições até cômicas.

Inslusive, ontem, um amigo meu me mandou o link de um blog intitulado “Blog da PGA (perfil de gente que se acha)”. O intuito dos criadores do blog é reunir perfis de pessoas que “se acham” divulgados em redes sociais, principalmente no Orkut. A maioria dos perfis relacionados são justamente de pessoas se expondo nuas ou seminuas. A intenção é de divertir os frequentadores do blog com as fotos cômicas de pessoas sem noção, mas se a moda de processar adolescentes que divulgam autorretratos em poses eróticas por pornografia infantil chegar ao Brasil. Logo, grande parte dos donos dos perfis divulgados no Blog da PGA estarão sendo processados por atentado ao pudor e danos morais.

Lucas e o Efeito Borboleta

8 dez

Enquanto tento descobrir maneiras de administrar sozinha meu blog para que ele fique como eu quero, quebro a minha cabeça. A minha inclusão digital não chegou a esse nível ainda, por isso, acredito que até ele se encaixar na minha concepção de perfeito vai demorar.

Mas não posso reclamar, o trabalho aqui na agência (7 Pontos) está nos mantento muito ocupados e o meu sócio e administrador de blog não está tendo tempo para nada.

Mesmo atolada de trabalho tenho tempo de pensar em momentos divertidos. E não sei porque me peguei pensando em uma pergunta que meu irmão de 7 anos me fez essa semana. Ele me perguntou: Nuta, o que é Efeito Borboleta? Diante do meu silêncio causado pelo espanto com a pergunta dele, ele mesmo respondeu: Significa que quando alguém pisar em um borboleta outra pessoa pode morrer em qualquer lugar do mundo?

Lucas e o efeito borboleta

Efeito Borboleta

Como ele citou as borboletas, eu lembrei que em algum episódio da terceira temporada de Heroes realmente alguém faz uma comparação parecida para explicar esse efeito. Pensei em dar a explicação de acordo com que eu conseguia recordar segundo o que foi explicado no seriado, mas preferi olhar o Wikipédia para poder dar uma explicação melhor a ele.

De acordo com o Wikipédia, “Efeito borboleta é um termo que se refere às condições iniciais dentro da Teoria do Caos. Segundo a cultura popular, a teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo. Porém isso se mostra apenas como uma interpretação alegórica do fato. O que acontece é que quando movimentos caóticos são analisados através de gráficos, sua representação passa de aleatória para padronizada depois de uma série de marcações onde o gráfico depois de analisado passa a ter o formato de borboleta.”

A verdade é que até o momento em que li essa explicação, eu só conhecia a versão alegórica do efeito. Tentei explicar ao Lucas a versão da análise dos gráficos. Ele não entendeu muito bem. Com 7 anos, é mais divertido entender a explicação que envolve as borboletas.

Agora vou voltar ao trabalho. Para quem não entendeu o que é o Efeito Borboleta, um filme que tem o mesmo nome, estrelado pelo ator Ashton Kutcher é uma ótima dica.

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